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Subvenção econômica é saída para inovação na saúde

Data: 04/12/2017


Com participação de FINEP, BNB e Embrapii, plenária apresentou opções de financiamento para promoção da inovação


Como crescer e inovar sem subvenção econômica? A plenária de encerramento do primeiro dia do 11º ENIFarMed enfatizou a importância do instrumento no incentivo à inovação na área de saúde. Para Roberto Nicolsky, presidente da PROTEC (Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica), que fez um pronunciamento ao término da sessão, não há como fugir da subvenção econômica para crescer. “Devemos lembrar que o mecanismo fundamental e que tem que estar presente em todas as políticas públicas de fomento á inovação é a subvenção. Se não houver esse compartilhamento do risco entre empresa e estado, não vai funcionar”, declarou enfatizando que a empresa não é a maior beneficiária da inovação, mas sim a sociedade.

 

Presentes na plenária moderada por Reginaldo Arcuri, presidente do Grupo FarmaBrasil, Igor Bueno, da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos); Alana Andrade Luz, do BNB (Banco do Nordeste do Brasil); e José Luis Gordon, da Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) concordaram e mencionaram em suas falas a importância da subvenção econômica.

 

Bueno, inclusive, traçou um comparativo entre o Brasil e países desenvolvidos demonstrando que ao fortalecer incentivo fiscal e crédito em detrimento de instrumentos mais adequados, estamos indo na contramão do que o restante do mundo aposta. “Subvenção econômica e incentivos fiscais são os instrumentos mais utilizados internacionalmente, sendo a subvenção o mais poderoso”, declarou.

 

Em concordância ao pensamento de Nicolsky, Gordon apresentou a estrutura da Embrapii e disse que “a maior discussão que temos para realizar hoje é a importância da subvenção para inovar. A subvenção é fundamental na redução do risco e da incerteza. Crédito e incentivo são importantes, mas não são eles que levarão a projetos de maior risco”.

 

Demonstrando as oportunidades para a região norte e nordeste do país e trazendo cases de sucesso inclusive na área de saúde, Luz também enfatizou a subvenção econômica às empresas como uma das saídas se aliada a fundos de pesquisa e desenvolvimento, parcerias com institutos de pesquisa, fundações e universidades. “Subvenção econômica está como primeira prioridade”, disse.

 

A plenária “Como estabilizar o financiamento para a subvenção econômica para empresas inovadoras” encerrou o primeiro dia de conteúdo do 11º ENIFarMed. O Evento tem sequência nesta terça-feira trabalhando temas como desenvolvimento de vacinas e oncológicos, startups, regulação, biotecnologia, biodiversidade e acordos entre INPI e Anvisa para agilizar o processo de patentes.



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