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Futuro da indústria farmoquímica é tema de debate no ENIFarMed

Data: 04/12/2017


Sessão reuniu principais lideranças do setor para argumentação de perspectivas futuras à categoria


Qual é o futuro da indústria farmoquímica? Foi essa pergunta que os debatedores Jaime Rabi, da Microbiológica, Ogari Pacheco, da Cristália, Marcus Soalheiro, da Nortec Química e Lia Hasenclever, da UFRJ, com a mediação de Sérgio Frangioni, da Blanver, buscaram responder na segunda sessão temática do 11º ENIFarMed, na tarde desta segunda-feira, 4 de dezembro.

 

Rabi ressaltou que o futuro está diretamente relacionado com a inovação e chamou atenção para a necessidade de ter procedimentos mais eficientes no que tange à tecnologia para a produção. Outro aspecto salientado por ele é que a maioria da inteligência brasileira está nas universidades do país e, portanto, a parceria com elas é fundamental.

 

“Como em qualquer outra atividade, para agregar valor ao seu produto, você precisa melhorar a performance”, disse Rabi durante a sessão, que acontece na Firjan, no Rio de Janeiro. “A farmoquímica só vai conseguir sobreviver se conseguir estabelecer vantagens competitivas claras. Isso está relacionado ao que faz o nosso produto ser melhor que o outro na opinião do usuário”, completou. 

 

Já Lia Hasenclever disse que uma maneira que ampliar a atuação da indústria de fármacos é buscar a especialização. “Atuar em nichos de mercado de coisas que são difíceis e ninguém quer fazer (é um caminho)”, disse.

 

Ela destacou a necessidade de estar atento à regulação internacional, e não somente à brasileira, para que o produto possa atingir mercado em outros países. E frisou que, embora tenha havido ao longo dos anos financiamentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), ainda é pouco o dinheiro aplicado na indústria farmacêutica e farmoquímica, que precisa lidar com alta tecnologia, cujo custo é elevado.

 

Na sessão, Soalheiro disse que, para se ter uma indústria de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) competitiva, toda a cadeia produtiva deve estar azeitada e falou sobre algumas soluções. “A saída seria criar uma rede de empresas de produção de intermediário”.

 

Ele apresentou o dado de que 83% da produção mundial de IFAs genéricos está concentrada na Índia, Europa ocidental e China. “Você tem que achar nicho onde você tem, por algum motivo, vantagem competitiva em relação ao produtor indiano”. 

 

Pacheco fez um histórico com o objetivo de espelhar as perspectivas de futuro. Nesse aspecto, falou sobre a extrema debilidade do Brasil com relação a produtos farmacêuticos. “O Brasil importa mais de 90% dos insumos farmacêuticos de que necessita”, afirmou. 

 

Ele explicou que, em 1983, o governo buscou fazer a substituições das importações de insumos para que eles fossem produzidos no país e que, um dos erros, foi tentar fazê-lo começando com os primeiros itens da lista. Pacheco disse ainda não apostar na produção de commodities. “Não faz sentido fazer intermediário, se encontra mais barato no mercado”. E encerrou sua fala, sendo categórico sobre o futuro do setor: “Vai ter necessidade de farmoquímico, sim, e por muito tempo”.



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